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Uso da arte na política cultural de Volta Redonda

A política cultural de Volta Redonda está passando por uma transformação, mas não por conta apenas da Conferência de Cultura realizada mês passado. É fato que essa política cultural vem sendo criticada por usar a arte apenas como entretenimento, a secretaria de cultura da cidade age como uma grande agência de espetáculos, essas críticas se dão  tanto em termos discursivos como em termos práticos (atuação de organizações culturais). Então de que forma tanto as críticas, quanto a emergência de projetos culturais alternativos influenciam no atual modelo municipal? É a partir deste questionamento que pretendo buscar propostas para um modelo de política cultural eficaz, analisando as críticas ao modelo municipal e observando a atuação de setores culturais da sociedade civil. Tomando o ECFA como objeto de estudo.

O fluxo existente na relação entre a atuação do poder público e a classe artística com suas críticas, que reconhece sua situação e posição frente ao atual momento, demonstra a formação de equilíbrios instáveis entre as duas partes, onde o jogo de forças implicaria uma modificação quanto à forma como é realizada a política cultural em Volta Redonda. A dinâmica deste processo revela a presença da sociedade civil na construção de modelos de utilização da arte para que esta possa então cumprir o seu papel de conscientização crítica perante a sociedade.

Hoje na 4ª edição da JORNIC ás 19h aprofundarei mais sobre meu artigo que trata sobre esse assunto. Trabalhando com o conceito de “Estado Ampliado” de Gramsci. Sala 104 do bloco 3.

I Conferência Municipal de Cultura de Volta Redonda

outubro 27, 2009 1 comentário

Há muito tempo eu tenho acompanhado o cenário cultural de Volta Redonda, desde que voltei a morar aqui em 2004 eu fui conhecendo as diversas cenas culturais, sejam elas alternativas ou das massas. Conheci o que a galera alternativa entende por cultura e como a arte faz parte disso tudo. Conheci também o tipo de “cultura” que vinha sendo enfatizado pela política cultural da cidade com espetáculos e entretenimento. Como disse o  amigo Guga, da Amplexos: “Lembra o pão e circo”.

Conheci muita gente do meio cultural, e mais pra frente quando comecei a estudar História eu pude ter uma noção da importância das manifestações culturais nas diversas sociedades, seja no sentido de conscientização social, atribuir identidade, resgatar uma memória, protestar, destruir preconceitos e tantas outras possibilidades que nos levam com certeza à um desenvolvimento social em diversos níveis.

Existem pessoas e organizações nessa cidade que têm essa consciência do significado da cultura, fazem projetos, fundam ONGs como o ECFA que promove eventos culturais, discussões sobre temas sociais, oficinas de arte e metem a cara e fazem o que acham certo e que em breve merecerá um espaço aqui no blog. No entanto, pouquíssimas pessoas conhecem este espaço. Porque a “cultura” predominante que se faz na cidade é a que gera mais lucro ou mídia, é o entretenimento.

No próximo final de semana, dias 30 e 31, vai ser realizada na Câmara Municipal a I Conferência Municipal de Cultura de Volta Redonda, na minha opinião um grande avanço. E isso eu vejo como uma ótima oportunidade para finalmente a sociedade civil, os que se preocupam com a questão cultural conseguirem um espaço de atuação nessa política. Essa conferência, devo lembrar, já é uma conquista da sociedade que vem pressionando o poder público através de algumas  mídias locais, que eu diria quase alternativas, com críticas quanto a política cultural atual, já praticamente intolerável. O que é também tema do meu artigo de conclusão de curso.

Como futuro professor de História acredito que a questão da Educação, base de qualquer tipo de transformação social, não deve ser esquecida na conferência. Nossas crianças não conhecem nem a importância da greve de 1988, muitas nem ouviram falar. Conhecer a própria história é fundamental. O que pela Lei Municipal 3.151 deveria ser ensinado nas escolas, eu ouço nas músicas de artistas como Mc El NiñoDo Aço ao Caos“.

Eu estarei na conferência.

internet na sala de aula

Ouço falarem sobre a criança e a juventude com muita frequência, muitas vezes criticada por se render à modernidade e deixar de lado antigas tradições como por exemplo as brincadeiras de rua, o soltar pipa, o rodar pião, ao invés disso estão “plantados” em seus computadores conectados ao mundo virtual. Bem, as críticas vêm por parte de uma geração que nem sonhava com as possibilidades que a comunicação atingiria nos dias atuais, porém ainda têm uma parcela de razão em suas críticas porque vemos muitos jovens simplesmente perdidos no mundo virtual, possuem uma ferramenta que não sabem usar.

Sábado passado fui entrevistado por um amigo que trabalha junto com a radio Sul Fluminense, a pergunta era sobre o crescimento da violência por parte dos jovens como ele mesmo disse da “geração orkut, msn”. A princípio eu desconfiei da afirmação mas pensando melhor até existe alguma relação sim. A internet está aí, para todos, mas será que essa juventude sabe com o que está lidando? Pensando nisso eu respondi à entrevista seguindo essa linha, fala-se hoje em dia em democratização da internet, até aí tudo bem, mas essa democratização deve vir junto com uma conscientização do uso da internet. Não basta disponibilizar a ferramenta se não ensinar a usar, é como dar um martelo pra um pintor pintar a cerca.

A questão do aumento da violência levantada pelo meu entrevistador pode ter relação com isso, é verdade que já sabemos de torcidas organizadas de times de futebol que usam o orkut pra marcarem confrontos, discussões virtuais entre bairros rivais se tornam reais nas ruas. De quem é o papel então dessa conscientização? Penso eu que a escola pode muito bem fazer essa parte, não necessariamente se criar a disciplina “Internet”, não é isso, mas pensemos bem, o papel do professor é fundamental nessa questão, a internet deve ser abordada e usada pelos professores em suas aulas. O mundo virtual tem sido um local de grande movimentação de ideias e opiniões, mas também é palco para imensas inutilidades, as crianças de hoje que sabem usar internet vão se destacar mais pra frente, porque o futuro delas é estar conectado, é isso que o panorama atual vem apontando.

A construção de uma “cultura escolar” atual deve caminhar, na minha opinião, com experiências de introdução da internet no sistema de ensino, no sentido de que seja usada como uma ferramenta produtiva e não apenas entretenimento. É fato que os alunos não gostam de ir pra escola, o sistema de ensino atual ainda é o tradicional. É fato também que assim que eles saem da escola vão direto pro computador, pra internet. Aí estaria o foco principal do que eu penso, usar desse grande interesse e familiaridade dos jovens com a internet em favor da aprendizagem.

Primeiro Post

Como este é meu primeiro post decidi reservá-lo pra algumas explicações sobre mim e a minha intenção com este blog. É bom deixar claro que sou um estudante de História e, portanto, os temas aqui tratados serão basicamente através de pontos de vista sociais, culturais e quem sabe até mesmo políticos, isso por pura preferência minha. Tenho observado um grande crescimento da blogosfera nesses últimos meses que tem sido frequentada cada vez mais por pessoas do ramo da historiografia ou apenas interessados no tema, por isso é um ótimo espaço pra se fazer contatos, trocar ideias e expressar publicamente opiniões próprias sobre as coisas que nos cercam e que realmente vem a trazer algum benefício pra sociedade (papel que a grande mídia faz muito mal e muita gente não se dá conta). Vejo a internet como uma grande ferramenta para esses propósitos, uma pena que a grande maioria das pessoas se limitam a Orkut, MSN e afins, talvez seja a hora não de repensar no uso da internet, mas sim colocar em prática suas outras utilidades e usar como exemplo.

O tempo que me sobra pra isso é curto já que tenho que cumprir com o estágio, meu trabalho e os estudos do final do curso (o que inclui meu artigo que pretendo tratar aqui mais tarde).

Sobre o título do blog vou deixar que o dicionário fale por mim:

contexto
1. Modo pelo qual as ideias estão encadeadas no escrito ou no discurso.
2. Argumento.
3. Contextura.
relativo
1. Que tem relação, que não é alheio a: nascer e morrer são termos relativos.
2. Não tomado em sentido absoluto: reino é um termo absoluto. Portugal um termo relativo.
3. Avaliado por comparação.

Espero atender às minhas expectativas.

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